terça-feira, 25 de abril de 2017

Cartas para Julieta - 1

Olá a todos,
Hoje venho com uma nova rubrica para o blog. Esta rubrica é para funcionar como uma espécie de espaço criativo ou diário em que irei escrever em formato de cartas.
Espero que gostem!





1ªCarta

Olá Julieta,


Não sei bem se isto vai resultar mas espero que sim. Gosto de pensar que vais ser aquele tipo de amiga a quem posso contar tudo e que não me irá julgar. Não quer dizer que não tenha amigos assim mas a verdade às vezes não me consigo expressar, porque falar dos nossos medos custa e custa também ser chata e chatear os outros com os meus problemas.

Eu podia fazer um relato de como a minha vida correu bem neste anos mas a verdade é que não consigo parar de olhar para o passado e ver que todos os meus planos falharam.

Sabes eu sou o género de pessoa, ou melhor eu era o género de pessoa que fazia planos, tinha a minha vida toda planeada na minha cabeça, era determinada... Sei lá, era uma pessoa que tudo lhe corria bem, ou quase tudo pode- se dizer que a minha vida amorosa nunca foi das melhores mas também isso nunca me afectou.

Mentira! Nunca me afetou até ter conhecido uma pessoa que agora nenhuma importância tem a não ser a mítica frase: “O primeiro amor nunca se esquece”. Acho que nunca o vou esquecer por isso, mas engraçado que o mais lembro dele, não é o amor em si mas sim o fim do relacionamento, o quanto doeu.

Acho que vivia num conto de fadas, tinha encontrado o homem ideal, fazia de tudo para estar perfeita, para estar bonita e era feliz assim. Que tonta! O amor é tudo menos ilusões e sobre estar perfeita. Se me perguntarem qual o segredo do amor a resposta é clichê mas é a mais pura das verdades: é seres tu mesma. Não precisas de ter os mesmos gostos musicais, gostar das mesmas coisas, precisas é de ser tu gostar do que a outra pessoa é e pronto é assim simples.

Nós humanos é que temos tendência a complicar as coisas, a fazer planos, a ter regras e a vida é tudo menos regras e planos.

A vida é instável, num momento somos Reis e no outro não somos ninguém. E não há mal nenhum em ser assim, precisamos disso para sermos melhores pessoas.

Ainda me dói ter fracassado em tanta coisa na minha vida mas aos poucos sinto que estou a renascer agora sem grandes planos mas com sonhos.

Nunca fui sonhadora, sempre tive dificuldade em responder qual era o meu grande sonho e mesmo agora confesso não tenho um grande sonho, tenho sonhos e irei lutar por eles custe o que custar.

Com amor,

Denis


1 comentário:

  1. Adorei :D fez-me lembrar o filme As cartas para Julieta... já alguma vez viste?

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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